Credencial Tosca
Blog para discussão de palcos e backstages do cenário musical e do jornalismo brasileiro especializado no assunto. Não sou um “inimigo” tão implacável, mas nem sempre tem dó na despensa da minha casa.
Monday, June 22, 2009
Tuesday, June 16, 2009
Tou lá
Friday, June 05, 2009
6 álbuns para viver 2009
5. Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz
4. Wilco – The Album
Lamentos em forma de melodias extremamente poderosas marcam o quase já antigo novo álbum de Morrissey. Destaques: “Something is Squeezing My Skull”, “Black Cloud”, “I'm Throwing My Arms Around Paris”.
Os genes do grunge pululam vivos e repaginados, transbordando o Raw Power do punk 77. Não é exagero: Sonic Youth prova que tem fôlego pra mais de milhão. Destaques: “Sacred Trickster”, “Anti-Orgasm”, “What We Know”.
Tuesday, May 19, 2009
Heaven & Hell em SP: Tony Iommi é um trator engrenado
Por mais talentosos e repletos de bagagem que sejam o vocalista e batera, não há como negar que os destaques da noite eram mesmo o baixista Geezer Butler e Tony Iommi, fundadores do Black Sabbath em 1968. Se você comemora o fato de ter aturado seu baixista por três meses, esses dois tocam juntos há quatro décadas!!!
Tony Iommi é um trator engrenado, pronto para atravessar terrenos íngremes. Impecável, com um jaquetão de couro, óculos de tiozinho e os inseparáveis crucifixos, balança a cabeça em cada introdução ou solo, orgulhoso de tudo que dali produz. Usou três guitarras Gibson SG, modelo que ajudou a popularizar, para marcar para sempre os tímpanos do público presente com os riffs que ele inventou em sua imunda garagem em Birmingham, Reino Unido – e que, de brinde, viriam a criar um estilo musical chamado heavy metal.
O entrosamento do baixo e guitarra proporcionaram momentos inesquecíveis em músicas como “Neon Nights”, “Die Young” e a destruidora de lares “I”.
Por Marcelo “Pirajuí” Daniel
Thursday, May 14, 2009
O show que (não) se ouviu
A essa altura, informado leitor, você já deve saber que a passagem do Oasis por São Paulo rendeu menos bilheteria que o esperado; que a organização, comparada a outros eventos, estava ok; que a chuva se fez presente novamente, repetindo o termômetro da passagem anterior da banda na capital, em 2006; e que a voz de Liam Gallagher não é mais a mesma. Mas o que você deve também já saber, caro leitor, é que grande parte da imprensa paulistana babou de qualquer forma na apresentação. Por um único e simples motivo: essa pulseirinha que temos aí na foto.
O jornalista que não se dignou a colocar seu nariz encapuzado pra fora da chamada “área VIP” viu um show. Nesse show, Liam desafinava, a bateria se mostrava mais alta que o restante dos instrumentos e da voz, mas nada que realmente fizesse da noite um desastre. Na chamada pista, o espaço democrático e varzeano do evento, o público mal conseguiu distinguir o que era a voz esganiçada do irmão Gallagher mais emburrado do restante dos barulhos. Sim, barulhos. Faça o teste: abra um vídeo no YouTube da apresentação e mostre a pessoas que ficaram na várzea. Esse, definitivamente, não foi o show que elas ouviram.
A confusão sonora começou no show de abertura. A Cachorro Grande, empolgadíssima, tentava levantar a platéia em meio a chuva quando o som da banda simplesmente desapareceu. O público começou a fazer gesto de negativo e a vaiar. Como já havia sido bem-recebido nas canções anteriores, Beto Bruno desconfiou. Saiu do palco para reclamar, voltou e perguntou: “vocês estão ouvindo?”. Recebeu um “não”mais sonoro que tudo o que pudesse ser ouvido no Anhembi.
O show do Oasis teve início com uma falha grotesca no telão direito e, após a introdutória “Fuckin in the Bushes”, uma fraca voz se ouvia em “Rock and Roll Star”. O público emocionado fez a vez do coro. Conforme percorria o set list, Liam perdia a força e nem ousava alcançar suas indefectíveis notas agudas. A irritação do vocalista crescia na mesma proporção. Apenas quando deu folga às cordas vocais na pausa de músicas cantadas pelo irmão Liam conseguiu chegar a algo próximo das músicas originais.
O destaque ficou por conta do novato batera do Oasis. Diretamente de Liverpool, Chris Sharrock comandou não só as baquetas como um verdadeiro show de malabarismo, com pulso firme mesmo quando os irmãos Gallagher pareciam sem ânimo para iniciar ou finalizar canções.
Entretanto, eu só sei de tudo isso porque, mais do que ver, ouvi o show. Mas não precisei fazer um esforço jornalístico descomunal pra descobrir que muita gente foi embora com gosto de “cadê”. Bastou perguntar.
Tuesday, May 05, 2009
Monday, May 04, 2009
Uns casam, outros se espancam
E enquanto Jack White trabalha na bateria do The Dead Weather, Meg White dá um tempo nas baquetas e segura o buquê de casamento.






